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MARLIN FINS

Quilhas inteiramente desenvolvidas e produzidas em Portugal

História

Foi em resposta a esta pergunta formulada em 2011, numa das lojas da Peniche surfshop, que mais tarde viria a ser nossa parceira, que iniciámos a aventura de fabricar quilhas e acessórios para a prática do surf e outros desportos.

A minha experiência profissional com mais de 30 anos na moldação e injeção de polímeros, bem como um conhecimento muito vivido, das possibilidades quase ilimitadas desta extraordinária matéria prima. Deram-me a convicção de que a Marlin Fins poderia ser uma marca portuguesa. Fiável, versátil e económica.

No Rip curl pro sarche de 2012 em Peniche, estreámos o Kit Almagreira produzido a

 

partir de um compósito desenvolvido pela Marlin Fins o (M-comp).
Pensamos que foi a partir das Almagreiras que a marca Marlin Fins passou de uma promessa a uma realidade incontornável, que se vai afirmando cada vez mais, junto de praticantes e Shapers, desde então as melhorias têm sido muitas e significativas, em busca do nosso objetivo último…

Queremos estar onde o teu surf te levar!

Boas Ondas
José Caiado

PORQUE?…. ESTARMOS A IMPORTAR AQUILO QUE SABEMOS FAZER BEM…

Foi em resposta a esta pergunta formulada em 2011, numa das lojas da Peniche surfshop, que mais tarde viria a ser nossa parceira, que iniciámos a aventura de fabricar quilhas e acessórios para a prática do surf e outros desportos.

Porquê o nome MarlinFins?

A razão é simples… é um tributo ao mais veloz e poderoso peixe do Atlântico – o grande blue Marlin. O nome Marlin ficou para sempre retido no meu imaginário, pois ainda criança tive a sorte de ler o clássico de Ernest Hemingway (O velho e o Mar) que descrevia a luta de dias a fio de um velho pescador cubano, sozinho no seu frágil

 

barquito perdido na imensidão do oceano para capturar um destes extraordinários peixes guerreiros. É com esse ensinamento de perseverança contra as adversidades, personificado no pescador Santiago, que tento enfrentar o meu atual desafio: fazer da Marlin Fins uma marca portuguesa confiável, versátil e econômica.

SURF, PLÁSTICO E MITOS.

Os polímeros (que é o nome correto da coisa a que chamamos de plástico) são, no meu entender, a matéria-prima perfeita, com inúmeras vantagens sobre todas as outras, para fabricar quilhas para o surf e outros.

Arquivos Técnicos

Desde que iniciei o projeto Marlin fins, vai para dois anos, contam-se pelos dedos as vezes que ao falar com surfistas sobre quilhas, não ouvi repetidamente várias variantes da mesma opinião: QUILHAS DE PLÁSTICO, NÂO! Alguns, poucos, davam o benefício da dúvida ao plástico, apenas nos casos de ondas pequenas, moles ou para surfistas iniciantes.

De tanto ouvir esta ideia cheguei à conclusão que estávamos perante um “Mito de beira de praia”, produto do desconhecimento, sem qualquer sustentação técnica. Coisa perfeitamente compreensível pois o termo ”plástico”, na nossa civilização, está associado a coisa descartável, pouco nobre, em última análise, a lixo.

Os polímeros (que é o nome correto da coisa a que chamamos de plástico) são, no meu entender, a matéria-prima perfeita, com inúmeras vantagens sobre todas as outras, para fabricar quilhas para o surf e outros.

Dos vários argumentos antiplástico que ouvi, destaco um que me parece não só o mais sério, como aquele que foca um aspeto que é central no que nos interessa: o surf. Afirma que quilhas com muita flexão e pouca deflexão, como as de plástico, não proporcionam boa impulsão, logo não satisfazem as exigências do surf moderno.

Subscrevo inteiramente a ideia, se lhe retirarmos a palavra “plástico”.

Atualmente existem mais de 2000 qualidades de plástico diferente, e o seu número aumenta vertiginosamente dia a dia. Um subgrupo desta extraordinária matéria-prima, os chamados “plásticos técnicos”, tem vindo paulatinamente a substituir com vantagem outras, até aqui consideradas insubstituíveis nas suas múltiplas aplicações, como a borracha, o ferro, a cerâmica, o alumínio ou as fibras.

Tomemos como exemplo uma escala graduada de 0 a 100, sendo o zero algo muito mole como a borracha do nosso deck e o 100 algo muito rígido e com grande deflexão (ou “memória” como se diz na gíria) como a fibra de carbono usado nas quilha, o nosso

 

plástico é a única matéria prima capaz de preencher todas as divisões unitárias do 0 ao 100, quer na rigidez, quer na deflexão ou ambas em conjunto. E, se por ventura, HOJE alguma das subdivisões ficar em aberto, por certo AMANHÃ será preenchida, tal é a vertiginosa descoberta de novos polímeros.

O nome próprio da “coisa” Polímeros, visto que plástico é alcunha, encerra em si a razão porque esta extraordinária matéria prima desconhece a palavra IMPOSSÍVEL na sua evolução. Decomposta a palavra em Poli (muitos) e Mero (unidade básica de uma macromolécula, sendo a molécula a menor parte em que se pode dividir uma qualquer substância sem que ela perca a s suas propriedades originais). Estamos perante alquimia pura, onde as associações, combinações de macromoléculas de diferentes materiais é praticamente infinita.

O plástico ainda está na sua infância, mas é neste momento a matéria-prima em que se concentra mais engenharia no seu desenvolvimento, respondendo Presente aos mais incríveis requisitos. Depois, é barata, abundante, leve, versátil, moldável a baixas temperaturas, reciclável, reutilizável e, já hoje, biodegradável, razões pelas quais a Marlin fins só fabricará quilhas com materiais com estas características.

Claro que os grandes fabricantes de quilhas para o surf, não desconhecem nada disto, mas deixo á vossa análise a razão pela qual não lhes interessa contribuir para quebrar o Mito, ou até aqui e ali alimentá-lo, não obstante o enorme trabalho de investigação e desenvolvimento de algumas dessas marcas que evidentemente tem de ser pago pelos utilizadores.

O tema é muito vasto, e quanto a mim aliciante, pois tem muitas vertentes a considerar. Espero ter contribuído para que o olhem, pelo menos, sem preconceitos ou preconcebidos. Espero numa próxima oportunidade falar dos Poliamidas que são os mais utilizados na fabricação de quilhas.

José Caiado

FAZ SENTIDO FABRICAR QUILHAS PARA A PRÁTICA DO SURF E OUTROS DESPORTOS?

Na opinião da Marlin Fins faz todo o sentido! Porque Portugal é excelente na moldação e injeção de polímeros. Nos polos industriais de Marinha Grande e Oliveira de Azeméis está concentrado experiência e conhecimento ao nível do melhor que há no mundo…

Fabricado em Portugal

Na opinião da Marlin Fins faz todo o sentido! Porque Portugal é excelente na moldação e injeção de polímeros. Nos polos industriais de Marinha Grande e Oliveira de Azeméis está concentrado experiência e conhecimento ao nível do melhor que há no mundo… Sabem-no sobejamente os grandes construtores de automóveis como a Mercedes, de aviões como a Boeing e de eletrodomésticos como a Moulinex ou de brinquedos como a Matel.

Sabem-no também na China ou Tailândia, nossos ferozes concorrentes, pois foi pela simples observação dos desenhos e projetos portugueses “generosamente” distribuídos pelo mundo fora, sem qualquer proteção que lhes permite estarem hoje no pelotão da frente deste mercado. É pena pois, estarmos a importar aquilo que sabemos fazer bem!

Depois, porque o nível de surf praticado nas praias portuguesas de norte a sul tem vindo a melhorar significativamente nos últimos anos, e Portugal é hoje visto como um dos melhores destinos do mundo para a prática do surf, pela persistência e consistência das suas ondas.

Assumindo-se como um projeto nascido e criado nos “picos” de Peniche é com a nata de velhos e novos praticantes da modalidade que a Marlin Fins conta para desenvolver e melhorar os seus produtos.

A Marlin Fins e o meio ambiente

A aposta da Marlin Fins em só trabalhar com polímeros (vulgarmente chamados de plástico), é porque esta extraordinária matéria-prima de possibilidades quase ilimitadas, tem vindo paulatinamente a substituir, com vantagem, todas as outras. Ora mole ora rígida ora elástica ora tenaz quase desconhece a palavra impossível nas suas múltiplas aplicações. Além disso é abundante, barata reciclável reutilizável, moldável a baixas temperaturas (200º) e já hoje biodegradável.

As tuas quilhas velhas ou partidas, serão sempre recicladas pela Marlin Fins e darão lugar a umas novas, com perdas insignificantes de material.

Com o nosso mais recente produto as “ALMAGREIRA“ pretendemos não só fabricar um conjunto de quilhas com alma-guerreira, para ondas “maiores de idade “como também contribuir para reduzir o consumo das tradicionais quilhas de fibra, altamente poluentes

 

e não recicláveis. O planeta agradece, e os oceanos gritam yesssssssss!

O Futuro

No entender da Marlin Fins o Shape é o elemento mais importante na fabricação de uma quilha. No entanto, o nível de desenvolvimento a que se chegou, e a menos que haja alguma revolução, (sempre possível) prevemos que os atuais formatos disponíveis no mercado continuarão ainda uns bons anos sem alterações de monta.

Já o fator peso, tem merecido dos vários fabricantes uma atenção especial e esforços meritórios para o reduzir, introduzindo materiais novos e leves como o carbono, a aos favos de abelha a madeira, o Bambu etc.

A Marlin Fins sente-se bastante confortável neste domínio, pois conta no futuro introduzir nas suas quilhas o material mais leve que há: O AR , mais concretamente um gaz inerte e inócuo.

A injeção de peças assentidas por gaz existe há mais de 20 anos, e é hoje banalmente utilizada pelas grandes construtoras de automóveis ou da aeronáutica. Esta técnica consiste basicamente em criar uma “bolha de ar” ou gaz no interior de peças com espessuras significativas de modo a torna-las mais leves sem prejuízo da sua resistência.

Perguntarão e bem, porque não começou a Marlin Fins por aqui? É uma longa história que um dia prometeremos contar, apenas porque ela é bastante reveladora das dificuldades que um pequeno projeto enfrenta para captar o interesse de decisores e investidores no nosso país. Isto porque os moldes assistidos por gaz ficam bastante caros e só se justificam para quantidades na casa das centenas de milhares de peças. Nesses casos tornam-se até bastante rentáveis pois permitem ganhos significativos de material e tempo de produção.

Até lá, a Marlin Fins, terá de passar a sua Trapobana, isto é, tornar-se uma marca portuguesa confiável, versátil e económica.

Com a vossa ajuda também com as vossas opiniões e criticas poderemos lá chegar.

José Caiado